Case de Sucesso

    Landing Zone soberana na AWS para a RNP: residência de dados e governança federal

    Landing Zone soberana na AWS para a RNP: residência de dados e governança federal

    Como a dataRain entregou uma Landing Zone soberana na AWS para a RNP — rede federal de ensino e pesquisa ligada a cinco ministérios — com residência de dados em sa-east-1 (SCPs region-deny), auditoria imutável criptografada e federação de identidade entre agências.

    4 min de leitura
    dataRain Team

    A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é uma Organização Social (OS) ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) e mantida em conjunto com os Ministérios da Educação (MEC), Cultura (MinC), Saúde (MS) e Defesa (MD), por meio do Programa Interministerial RNP (PI-RNP). Como rede federal de ensino e pesquisa que atende milhões de estudantes e pesquisadores brasileiros, a RNP trata dados sensíveis de educação e pesquisa regidos pela LGPD e por mandatos federais de governança de TI.

    Acompanhe a jornada

    Navegue pelas etapas da transformação deste projeto

    Etapa 1 de 6

    Uma rede nacional com base frágil

    A RNP conecta instituições de ensino e pesquisa em todo o Brasil. Sua infraestrutura de nuvem, criada em 2018, já não acompanhava o crescimento da organização — a Landing Zone estava desatualizada e sem as configurações essenciais de segurança.

    Sem a transformação

    Landing Zone de 2018 desatualizada — sem criptografia de logs, sem políticas de controle

    Com a dataRain

    Landing Zone reestruturada com as melhores práticas atuais da AWS

    Desafios — um imperativo de soberania

    O ambiente AWS da RNP, estabelecido em 2018, era anterior aos controles de soberania esperados de um órgão federal. A dataRain identificou que a Landing Zone existente carecia de:

    • Residência de dados por Região — sem controle sobre as Regiões AWS utilizadas;
    • Trilha de auditoria centralizada e imutável — sem CloudTrail criptografado no nível da organização;
    • Governança de identidade consistente — gestão de acessos fragmentada entre as agências, cada uma com seu próprio tenant Azure AD;
    • Estrutura de contas defasada e ausência de políticas de controle de serviços (SCPs).

    Para uma rede federal que trata dados públicos regidos pela LGPD, essas lacunas eram riscos de soberania: não havia garantia de que os dados de educação e pesquisa permaneciam sob controle nacional.

    Solução — Landing Zone soberana por design

    A dataRain reestruturou o ambiente da RNP em uma Landing Zone com AWS Control Tower + AWS Organizations, projetada para soberania digital:

    • Residência de dados (region lock): SCPs garantem que todas as cargas e dados da RNP permaneçam exclusivamente na Região sa-east-1 (São Paulo). Políticas region-deny bloqueiam qualquer chamada de API que crie recursos ou transfira dados para fora da Região aprovada, com exceções restritas apenas a serviços globais (ex.: IAM, Route 53) — reforçando a localização de dados exigida pela LGPD.
    • Auditoria imutável e criptografada: CloudTrail no nível da organização enviando logs criptografados com AWS KMS para uma conta Log Archive dedicada, protegidos com Amazon S3 Object Lock (WORM).
    • Compliance contínuo: AWS Config com conformance packs e regras customizadas avaliando continuamente o baseline e detectando desvios de residência e configuração.
    • Identidade entre agências: IAM Identity Center federado ao Azure AD/ADFS de cada agência, com permission sets baseados em papel e MFA obrigatório.
    • Infraestrutura como código: a Landing Zone é versionada e implantada via Control Tower Account Factory customizations e CloudFormation StackSets, provisionando contas padronizadas e conformes com a residência.

    Residência de dados (explícita)

    Todas as cargas e dados da RNP residem exclusivamente em sa-east-1 (São Paulo, Brasil). As políticas deny das SCPs impedem a criação de recursos ou a transferência de dados para fora da Região aprovada, reforçando a localização de dados da LGPD e mantendo os dados e o control plane sob jurisdição nacional.

    Serviços nativos de segurança

    AWS Control Tower, AWS Organizations (SCPs), AWS CloudTrail, AWS Config, AWS KMS, Amazon S3 (Object Lock), IAM Identity Center, AWS Backup e AWS CloudFormation (StackSets) — escolhidos para garantir residência, auditabilidade e um alto padrão de segurança e conformidade.

    Resultados e métricas

    • 100% das cargas confinadas em sa-east-1 — residência de dados garantida por SCPs region-deny.
    • Novas contas provisionadas em menos de 30 minutos, ante 2+ dias anteriormente (+200% de eficiência via Account Factory).
    • 100% das contas sob SCPs obrigatórias desde o primeiro dia.
    • Logs do CloudTrail imutáveis e criptografados com KMS, retidos conforme mandato federal (S3 Object Lock).
    • MTTD < 15 minutos para eventos de segurança; MTTR < 4 horas para desvios de conformidade.
    • ~70% de redução de acessos superprovisionados via matriz de menor privilégio.
    • Federação de identidade Azure AD ↔ AWS simplificada e automatizada.

    Lições aprendidas

    • Federar identidade entre agências (cada uma com tenant e políticas de Azure AD distintos) exige um desenho cuidadoso de permission sets — uma matriz de menor privilégio mapeando papéis por agência reduziu em ~70% os acessos superprovisionados.
    • Para órgãos públicos, a imutabilidade dos logs é inegociável — habilite o S3 Object Lock no CloudTrail desde o primeiro dia, pois a aplicação retroativa é complexa.
    • Controles de soberania precisam equilibrar segurança e agilidade: "guardrail zones" (rígidas em produção, flexíveis em sandbox) permitem que as equipes de pesquisa inovem sem enfraquecer o baseline soberano.

    Próximos passos

    Para elevar ainda mais a maturidade de soberania, a dataRain sugeriu expandir os conformance packs (incluindo controles de residência), automatizar a coleta de evidências de auditoria e definir estratégia de Disaster Recovery in-Region.

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