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Saúde

Conheça o Case AWS: Hospital Israelita Albert Einstein e a Telemedicina

 

O centro de telemedicina da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein começou a nascer em 2008, quando o Dr. Eliézer Silva, atual diretor de medicina diagnóstica e ambulatorial da instituição, apresentou como trabalho de conclusão de seu MBA em gestão de saúde a ideia de criar um centro focado na prestação de serviços de medicina a distância.

Da teoria para a prática, o projeto foi apresentado ao Ministério da Saúde e em 2012 foi incluído no PROADI-SUS (Programa de Apoio Institucional do Sistema Único de Saúde), que incentiva a realização de projetos de educação, pesquisa, avaliação de tecnologias, gestão e assistência especializada voltados ao fortalecimento e à qualificação do SUS em todo o Brasil.

Desafio

O projeto previa a prestação de serviços em segundo nível para pacientes graves em hospitais de localidades remotas. Com o atendimento a distância, os profissionais de saúde destes locais conseguiam discutir estes casos com os médicos do Hospital Israelita Albert Einstein em uma escala 24×7.

O gerente de TI e transformação digital do Einstein, André Santos, lembra que em junho de 2014 a telemedicina já era uma unidade de negócios dentro da instituição e fechou o primeiro contrato com um cliente do setor privado. “Passamos a atender as plataformas de petróleo”, explica, lembrando que, no mesmo período, o serviço foi posicionado na recém-criada diretoria de inovação.

Dentro da nova diretoria, o foco estratégico da unidade se voltou para o desenvolvimento de novos modelos de negócios e de atendimento, permitindo que a equipe se aprofundasse na tecnologia. Nesse período, a unidade de telemedicina chegou a contar com um portfólio diversificado, com 42 serviços, composto por programas de saúde digital como reeducação alimentar, até serviços para outros provedores de saúde, como consultas e atendimentos em UTIs.

Santos lembra que, entre 2012 e 2015, todos os serviços prestados pela unidade de telemedicina eram suportados por uma estrutura de TI interna. Com o crescimento da demanda pelo serviço, a equipe de inovação decidiu que era hora de fazer a disrupção do modelo e passar sua estrutura para a nuvem. Faltava escolher um provedor.

Por que AWS

Para a escolha do fornecedor de nuvem, o time da área de inovação do Einstein realizou um benchmark no mercado, e acabou optando pela AWS. “A ferramenta foi muito inovadora e entendemos que ela era a mais madura do mercado”, afirma Santos.

O executivo lembra também que a mudança da estrutura para a nuvem da AWS veio em um momento de transformação da unidade de negócio. Quando a telemedicina chegou a 42 mil atendimentos/ano, o board da instituição concluiu que não se tratava mais de uma startup. “Com isso, a telemedicina saiu da área de inovação e foi para medicina diagnóstica. Nesse momento, começamos a montar um novo time para desenvolver essa tecnologia. Fomos recrutando os perfis pouco a pouco e montando um time dedicado de tecnologia para telemedicina”, diz, lembrando que a equipe, que começou com quatro profissionais, conta hoje com mais de 80 pessoas.

Foi este time que coordenou a evolução do uso da nuvem AWS dentro da unidade de negócios de telemedicina. De acordo com Santos, a premissa era que, mesmo com eventuais problemas de indisponibilidade, os serviços de telemedicina deveriam continuar operando. Para isso, eles foram inicialmente baseados no Amazon Relational Database Service (Amazon RDS) e no AWS Elastic Beanstalk.

Amazon ECS e Amazon S3: serviços utilizados na solução do Einstein

No início de 2020, pouco antes do início da pandemia, os times do Einstein e da área de Professional Services da AWS iniciaram um processo de revisão da arquitetura, criando um novo modelo amplamente escalável e seguro. “Além da atualização e toda a parte de segurança da informação, adotamos uma arquitetura capaz de suportar qualquer volume de atendimentos”, afirma, lembrando que a mudança foi feita no momento certo já que, com a pandemia, o volume de atendimentos saltou de 900, em 2018, para uma média de 1,2 mil atendimentos por dia no auge da pandemia.

Nessa nova fase, os serviços de telemedicina do Einstein passaram a utilizar o Amazon DocumentDB em conjunto com o Amazon RDS para automatizar processos e com o Amazon Elastic Container Service (Amazon ECS) para garantir a disponibilidade de todas as aplicações. A arquitetura também utiliza serviços como o Amazon Simple Storage Service (Amazon S3), Amazon CloudFront, AWS Certificate Manager (ACM) e Amazon Route53. Com as mudanças, todos os serviços de telemedicina distribuídos em microsserviços obtiveram uma melhora considerável.

Feedback exclusivo 

Durante esse processo, em 2016, foi criado o Einstein Conecta, serviço testado inicialmente somente na unidade Faria Lima do hospital e que permitiu a coleta de feedbacks de médicos e pacientes. O projeto começou com 40 atendimentos e, aos poucos, foi ganhando mais usuários: todos os funcionários da instituição, depois seus dependentes e, por fim, as operadoras de saúde.

A flexibilidade e escalabilidade da nova estrutura permitiu também a criação de Um programa de atendimento de especialidades para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, que fez atendimentos a distância durante a pandemia. Este projeto, segundo Santos, rendeu uma série de parcerias e contribuiu para a criação de outros projetos.

Em abril de 2020, por exemplo, o Ministério da Saúde procurou o Einstein, que cedeu ao SUS a plataforma médica Cockpit de abril a dezembro do ano passado. Nesse período, sua utilização chegou a 24 estados brasileiros. A Cockipt, que também roda na AWS, é responsável pela jornada do médico. “É onde ele atende, consulta os dados e prescreve. É um prontuário eletrônico com controle e certificação digital e uma das plataformas core do Einstein”, lembra Santos.

Somente em casos atendidos pela Cockpit, o Hospital Israelita Albert Einstein chegou ao final de 2020 com quase 75 mil atendimentos mensais. Enquanto a Cockpit usado pelo Ministério da Saúde fechou o ano com quase cinco mil atendimentos mensais.

Benefícios

Os novos projetos demandaram um crescimento que não seria possível sem o uso da estrutura em nuvem. O serviço chegou ao final de 2018 com 30 mil vidas elegíveis. No ano seguinte esse número chegou a 300 mil e, no final de 2020, dois milhões de vidas. “O crescimento foi exponencial. Hoje estão disseminados o atendimento a distância e a transformação digital, mas há quatro anos não era assim. Havia barreiras de pacientes que não aceitavam e médicos que resistiam. Vencemos todas”, comemora Santos.

O executivo lembra também que o uso da nuvem deu à sua equipe independência para criar mais rapidamente e flexibilidade para acompanhar o crescimento em volume e capacidade de processamento da estrutura. “O principal é que pudemos começar pequeno sem gastar recursos enormes e conseguimos crescer rápido”, diz.

Outra métrica importante avaliada pelo time é a satisfação dos clientes atendidos. Entre os dois milhões de vidas atendidas em 2020, o índice de satisfação ficou em 82%, com elogios principalmente à excelência do atendimento e aos médicos. “A nuvem AWS nos permitiu o desenvolvimento rápido da plataforma, atingindo um alto nível de maturidade também muito rapidamente”, afirma Santos.

Próximos passos

Mesmo tendo o Einstein Conecta como carro chefe da área de telemedicina, Santos lembra que sua área herdou também outros sistemas do hospital. Por conta disso, o time de TI está colocando em curso um segundo projeto, que vai migrar serviços que ainda estejam na nuvem privada da instituição para a nuvem da AWS, aproveitando todo o conhecimento construído até aqui. “Estamos falando de uma quantidade considerável de serviços, como o sistema de saúde populacional, de atenção primária, e o software de recepção virtual, entre outros”, revela.

Além disso, a área de TI deve seguir experimentando novos serviços e desenvolvendo novas soluções. “Vamos continuar com essa jornada. Construímos tudo isso nesses últimos anos e vamos seguir amadurecendo esses serviços”, diz.

Este artigo foi feito por Blog AWS

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